8.8.14

RELATÓRIO DE UM DIA TALVEZ ESCROTO

ai que tolice
noites gélidas e caronas propícias
não mordo
o que significou a espera
tranco a porta do quarto
ofereço a bolinha do ping-pong
ofereço a bolinha do totó
decoro os clips de papel
meu mundo
seu mundo
5:30 da manhã
sabonete para o rosto
não quero saber quem é você
não chove, meu amor
mas que perigo!
escrevo ao redor de pessoas
não serei pego de surpresa
o ar condicionado deprime
aos sábados o dinheiro vem
vou me afastando aos poucos
loucura e babado
ritual de passagem
espera
eu não me importo.

4 comentários:

  1. Oi LaCarne,

    Belo poema!
    Me vi na situação na qual me afasto para apenas voltar tudo de novo um pouco mais tarde. Ás vezes demora mais, mas tudo parece voltar.
    Abraço.

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  2. Um retrato dos dias cinzentos ou das manhãs que nos incomodam porque não temos dinheiro para as coisas que gostamos nem para viver um pouco melhor a vida.

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  3. porque a vida passageira vivida num soluço que pode ser até amargo às vezes, mas saboreado com destreza...

    esse seu poema é muito vívido amei muito, amo escrever poemas também, mas estou num momento de escrever crônicas

    beijos e abraços caro amigo

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  4. leio o poema passa um filme na cabeça

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